Preço do ovo é o menor para julho desde 2019, diz Cepea

Depois de meses puxando o custo do café da manhã e da confeitaria para cima, o ovo virou o item que caiu na cotação da semana. O indicador da Cepea/Esalq fechou julho no menor patamar real para o mês desde 2019, com recuo de mais de 15% frente a junho e de até 18% na comparação com julho do ano passado. Para quem compra caixa de ovo toda semana, é hora de prestar atenção antes de fechar o pedido.
O que aconteceu
Segundo o indicador da Cepea/Esalq, os preços do ovo recuaram mais de 15% em relação a junho e até 18% frente a julho de 2025, atingindo o menor patamar real para o mês desde 2019. No fechamento de quinta-feira (30), o ovo branco foi cotado a R$ 129,36 a caixa na Grande São Paulo (CIF) e R$ 123,03 em Bastos (FOB), enquanto o ovo vermelho fechou a R$ 139,90 na Grande São Paulo e R$ 131,84 em Bastos.
A causa apontada pelo centro de estudos combina dois efeitos que se somaram: a paralisação das compras para merenda escolar, por causa das férias, encontrou uma produção em ritmo acelerado, o que empurrou os estoques para cima e derrubou o preço. Nos últimos dias, agentes consultados relataram uma leve melhora no ritmo de vendas, com expectativa de recuperação mais consistente com a virada do mês e o retorno das aulas.
É um recuo de curto prazo puxado por sazonalidade, não uma mudança estrutural de custo de produção — o que já diz muito sobre como tratar essa queda na hora de comprar.
O que isso muda no seu custo
Ovo é insumo transversal na cozinha: massa e recheio de padaria, empanado e maionese de restaurante, sobremesa e café da manhã de hotel e pousada. Em muitas fichas técnicas ele é item de peso relevante justamente por entrar em tanta coisa, mesmo sem ser o ingrediente “principal” do prato. Uma queda de 15% a 18% no insumo, se não repassada ao seu fornecedor de ovo processado ou de massa pronta, deveria aparecer no seu custo variável desta semana — vale conferir se isso está de fato acontecendo na sua nota.
O ponto de atenção é que essa é uma queda de janela curta, puxada por estoque alto de férias escolares, não por fartura estrutural de produção. O próprio movimento de recuperação de demanda que já começa a aparecer indica que o preço tende a reagir em agosto, com a volta das aulas. Isso muda a estratégia de compra: não é hora de travar contrato de preço fixo longo com o fornecedor apostando que o preço atual vai durar, é hora de aproveitar a queda pontual sem se comprometer além da conta.
A diferença regional também é dado útil de negociação. Bastos, polo produtor em São Paulo, aparece consistentemente mais barato que a capital paulista e outras praças — reflexo de estar mais perto da origem. Se o seu fornecedor compra de intermediário distante do polo produtor, pode haver gordura para negociar, principalmente agora que o preço na origem caiu mais que a média.
Por fim, vale olhar a diferença entre ovo branco e vermelho. Nas praças acompanhadas, o vermelho segue mais caro que o branco em toda a cadeia. Em preparos onde a cor da casca não importa — massa, empanado, maionese, produtos de padaria em geral — trocar o tipo de ovo é uma forma direta de reduzir custo sem mexer em fornecedor nem em receita.
O que fazer na próxima compra
- Reabra a cotação com pelo menos dois fornecedores de ovo antes de fechar o pedido da semana — a queda de preço pode não ter chegado igual a todos, principalmente se um deles compra de intermediário longe do polo produtor.
- Evite travar contrato de preço fixo longo agora: o próprio indicador aponta recuperação de demanda com a volta às aulas, o que tende a reduzir a folga de estoque em agosto.
- Se a ficha técnica permitir, teste ovo branco no lugar do vermelho em preparos onde a cor não interfere no resultado final, para aproveitar a diferença de preço entre os dois tipos.
- Reabasteça o estoque em giro de duas a três semanas, sem comprar volume alto demais — ovo perde qualidade quando fica parado além da conta, mesmo guardado corretamente.
- Registre o preço pago nesta semana no seu histórico de compra por fornecedor: quando o preço voltar a subir em agosto, você tem referência real para discutir reajuste.
Como o Kotari ajuda
O Kotari não troca o seu fornecedor de ovo nem barganha por você, quem compra é o restaurante. O que ele ajuda a fazer é manter o histórico de preço por fornecedor à mão, para você enxergar rápido quando uma queda como essa realmente chegou ao seu pedido — recurso útil tanto para quem toca padaria quanto para operações de hotel e pousada com café da manhã volumoso. Para ver como esse controle funciona na prática, conheça as funcionalidades do sistema.
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