Mercado

Consumo em bares e restaurantes cresce mais no interior

20 de agosto de 2026 Kim Soares

O consumo em bares e restaurantes subiu 7% em junho na comparação com o mesmo mês de 2025. Mas esse número nacional esconde uma conta bem diferente dependendo de onde fica o seu negócio: Santa Catarina cresceu 12,4%, e São Paulo, só 5,5%. Quem compra toda semana precisa saber de que lado dessa conta está o seu restaurante.

O que o número muda dependendo de onde você compra

O dado é da Associação Nacional de Restaurantes (ANR), com base em levantamento do Mastercard SpendingPulse. Em junho, Santa Catarina liderou o crescimento entre os estados, com 12,4%, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 11,6%. Na outra ponta, Pernambuco cresceu 5,0% e São Paulo, 5,5%, os menores avanços do país. Mesmo assim, São Paulo segue concentrando 38,8% de todo o mercado nacional do setor.

No acumulado de 12 meses até junho, a média nacional foi de 11%. O Distrito Federal lidera esse ranking com 11,6%, seguido por Rio de Janeiro e Bahia, empatados em 11,5%. O Rio Grande do Sul, que teve o melhor mês de junho isolado, fica com o pior desempenho acumulado entre os estados citados: 8,7%.

Faça a conta com o seu estado. Se ele está perto de Santa Catarina ou do Rio Grande do Sul, o movimento de junho cresceu quase o dobro da média do país. Se está perto de São Paulo ou Pernambuco, cresceu menos da metade.

O levantamento também mostra que o crescimento não é uniforme nem dentro do mesmo estado. A mesorregião de Santa Cruz do Sul-Lajeado, no Rio Grande do Sul, teve alta de 18,5% em junho, bem acima da própria média gaúcha. Chapecó, Lages, Varginha e Pelotas também aparecem entre as regiões com desempenho forte. Ipatinga foi a única mesorregião analisada com queda: 1,5% a menos que em junho de 2025.

Uma casa que fatura R$ 80 mil por mês em Santa Catarina, se seguiu a média do estado, viu cerca de R$ 9.900 a mais passar pela cozinha em junho, na comparação com o mesmo mês do ano passado. A mesma casa em São Paulo viu perto de R$ 4.400 a mais. É quase o dobro de diferença, e ninguém decidiu isso: o movimento cresceu sozinho, puxado pela região.

O risco aqui não é o número em si. É comprar pelo padrão do trimestre passado enquanto o movimento já mudou de patamar. Restaurante que faz pedido de proteína e hortifrúti com base na média dos últimos meses corre para dois lados: falta mercadoria se o crescimento acelerou na sua região, ou sobra perecível na câmara fria se o seu bairro específico não acompanhou a média do estado.

O dado também separa dois tipos de crescimento. Um é geral, puxado pelo estado inteiro. O outro é local, de bairro ou de região metropolitana, e esse você só enxerga olhando o seu próprio volume de compra mês a mês, não a média do IBGE nem o levantamento da ANR. Uma casa em Ipatinga, por exemplo, opera num município que recuou 1,5% enquanto o país cresceu 7%: comprar pelo padrão nacional ali seria comprar demais.

Separe também o que é sazonalidade do que é crescimento real. Junho teve Copa do Mundo no calendário, e isso puxa consumo em bar de forma pontual. Se o seu movimento subiu por causa de jogo, não espere repetir o mesmo volume em julho sem outro evento parecido.

No fim, a conta fecha assim: mesmo cardápio, mesmo tamanho de casa, mas R$ 5.500 de diferença no movimento do mês só por causa do estado onde a porta fica aberta.

O que fazer na próxima compra

  • Compare o seu volume de compra dos últimos 30 dias com os 30 dias anteriores, item por item. Se a alta passou de 10%, o seu restaurante está no grupo dos estados que mais cresceram, não na média nacional.
  • Se o seu volume subiu, renegocie a condição de entrega com o fornecedor de perecíveis antes que ele vire gargalo: pergunte se ele consegue aumentar a frequência de entrega sem subir o frete mínimo.
  • Se o seu movimento não acompanhou a média do estado, revise o pedido fixo de hortifrúti e proteína para as próximas duas semanas antes de repetir a mesma quantidade do mês anterior.
  • Separe, na sua planilha ou caderno de compra, o que foi puxado por evento (jogo, feriado, data comemorativa) do que é crescimento que deve se manter. Só o segundo tipo justifica aumentar pedido fixo.
  • Se comprar por sistema, puxe o relatório de volume mês a mês antes de fechar o pedido da semana: é mais rápido do que somar nota por nota para saber se você está no grupo que cresceu ou no que ficou para trás.

Como o Kotari ajuda

O Kotari não decide se o seu restaurante está no grupo que cresceu 12% ou no que cresceu 5%. O que ele mostra é o seu próprio número: o relatório de compras do período traz a evolução mês a mês do quanto você comprou, para comparar com o mês anterior sem precisar somar pedido por pedido. Veja como funciona em funcionalidades.

Quer ver o Kotari funcionando no seu restaurante?

Consolide solicitações, cote com fornecedores e controle aprovações. R$ 149/mês por loja.