Mercado

Dia dos Pais: 76% dos bares esperam faturar mais em 2026

3 de agosto de 2026 Joice Lima

No Dia dos Pais deste ano, 76% dos donos de bar e restaurante esperam faturar mais do que em 2025, segundo pesquisa da Abrasel. O otimismo é bem-vindo, mas chega logo depois de um junho fraco para boa parte do setor — e isso muda como a compra desta semana precisa ser planejada, não só quanto se vai vender.

O que aconteceu

A pesquisa da Abrasel mostra que 77% dos empresários esperam faturamento superior ao de um domingo comum, e 18% projetam alta acima de 20%. Metade dos entrevistados considera a data importante para o negócio, entre “muito importante” (22%) e “importante” (28%).

O contraste é que junho não foi um mês fácil: 49% dos empresários faturaram menos do que em maio, e o Índice Abrasel-Stone registrou retração de 2,1% nas vendas do setor no período. O resultado pesou no caixa — em junho, 35% das casas operaram com lucro, 40% fecharam em equilíbrio e 25% tiveram prejuízo, uma piora frente aos 39%/41%/19% de maio. Quatro em cada dez donos de negócio (40%) dizem não conseguir reajustar os preços do cardápio, e apenas 5% conseguiram repassar acima da inflação.

Como resume o presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci: “quando as famílias decidem comemorar fora de casa, toda a cadeia do setor é beneficiada, dos pequenos negócios aos fornecedores”.

O que isso muda no seu custo

A expectativa é positiva, mas ela chega em cima de uma margem que já estava apertada. Isso muda a lógica da compra: não é hora de comprar para o cenário mais otimista da pesquisa nacional, é hora de comprar para o que a sua casa historicamente vende num fim de semana forte — que raramente é a mesma coisa.

Uma em cada quatro casas fechou junho no vermelho. Para essa fatia, um Dia dos Pais bem vendido não compensa um estoque mal calculado: perecível que sobra na segunda-feira é prejuízo dobrado, porque veio de um mês em que a margem já não tinha gordura. E do outro lado, faltar item de saída certa num fim de semana em que 18% do mercado espera crescer mais de 20% é abrir mão exatamente da recuperação que o setor está tentando puxar depois de um junho fraco.

Vale separar dois tipos de item na lista de compra da semana. Primeiro, o que historicamente vende bem em qualquer fim de semana de família — proteína de saída certa, bebida, sobremesa de cardápio fixo. Esse é o grupo em que vale reforçar quantidade e, se possível, travar preço com o fornecedor antes do pico de demanda subir o custo de reposição de última hora. Segundo, o que é aposta — prato especial, item sazonal, novidade de cardápio. Esse grupo pede compra mais enxuta, porque errar a mão aqui é estoque parado sem a segurança de que vai girar.

Os 40% que não conseguem reajustar o cardápio também têm um recado nos números: se o preço de venda está travado, a margem só melhora com compra mais precisa, não com aumento de ticket. É a compra, mais do que a data comemorativa, que decide se o Dia dos Pais vira fôlego de caixa ou só mais um fim de semana de movimento sem sobra no fim do mês.

Vale olhar também para o horário de pico dentro do próprio fim de semana. Se o movimento maior é no almoço de domingo, a compra de perecível precisa chegar fresca na sexta ou no sábado cedo, não acumulada desde o início da semana — item de proteína e verdura que fica dias parado antes de virar prato perde qualidade e engorda a perda por vencimento. Combinar com o fornecedor uma entrega mais próxima da data, mesmo que em duas remessas menores em vez de uma grande, costuma custar menos do que o desperdício de um estoque antecipado demais para um pico pontual.

O que fazer na próxima compra

  • Puxe o histórico de vendas do seu próprio Dia dos Pais do ano passado antes de decidir quantidade — a expectativa nacional da pesquisa não é o parâmetro da sua casa.
  • Separe o que é alta segura (proteína de saída certa, bebida, sobremesa fixa) do que é aposta de cardápio, e concentre o reforço de estoque no primeiro grupo.
  • Negocie com o fornecedor prazo de pagamento um pouco mais longo para o pico, já que quatro em cada dez casas do setor ainda não têm folga para reajustar preço de venda.
  • Combine reposição de emergência para sábado e domingo com o fornecedor de maior giro, para não perder venda por ruptura nem fechar a segunda-feira com sobra.
  • Registre o resultado real do fim de semana — o que vendeu, o que sobrou, o que faltou — para calibrar a compra da próxima data comemorativa com dado da sua casa, não com pesquisa de mercado.

Como o Kotari ajuda

O Kotari não decide se o seu Dia dos Pais vai crescer 20% ou menos — quem sabe disso é o setor, olhando a própria casa. O que o sistema organiza é a solicitação de cada setor antes do pico, consolidada numa avaliação única, para você reforçar reposição do que sempre vende e evitar duplicar pedido do que já está garantido com o fornecedor de sempre. Para operações que sentem esse tipo de pico de calendário toda vez, vale conhecer as funcionalidades do Kotari e ver como funciona para o seu tipo de casa em restaurantes.

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